quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Me revelo.

  Noto diversas pessoas desprezíveis ao meu redor neste momento. Por alguma razão isso me inspira a querer mostrar o meu lado escroto pra todo mundo.



  Sou um pagadinho de culto, gosto de falar quando leio um livro de renome ou vejo um filme cabeça. Quando faço uma piada que me agrada, me masturbo mentalmente, pensando "que sagaz, que espirituoso da minha parte pensar nisso". A ejaculação eu esporro nos outros, repetindo a piada pra registrar as diferentes reações. Talvez isso me faça igual a essas outras pessoas que eu subjulgo. Sei lá, no final das contas sou apenas outro tijolo no muro.

  Viu? Pink Floyd. Ah, como sou esperto.


domingo, 23 de setembro de 2012

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Memória

"E agora, a última."




 Vi o borrão azul por um segundo, e logo depois uma dor repentina no meu olho esquerdo. Com uma expressão de satisfação, o carrasco foi embora para se juntar aos covardes que, em papel de testemunhas, se mantiveram em silêncio. Ao sair, ele havia deixado ali uma casca quebrada e humilhada, que cresceria para se tornar o molde oco da vivaz criatura que uma vez fora.




terça-feira, 4 de setembro de 2012

Dúvidas eternas de um adolescente angustiado

  Quando se é jovem, nós flutuamos nas incertezas do nosso ser. Não temos uma definição certa de qualquer coisa, e isso gera inseguranças. Nós criamos esse medo terrível de pensar que nunca conseguiremos encontrar terra firme. Mas há vantagens em meio desta angústia. Estar voando nesse caos nos dá total liberdade de tentar encontrar a nós mesmos. Mais do que isso, podemos experimentar, e assim ir colando pedacinhos novos à nossa persona. Mas com o passar do tempo, as responsabilidades, como gravidade, vão nos puxando pelos pés e nos transformando em bichos terrestres. Alguns se acostumam bem com a segurança proporcionada por essa fase da vida. Outros se sentem sufocados, e, em desespero, tentam criar asas novamente, à risca de receber o julgamento da nossa sociedade,  sempre tão presente. Alguns ignoram a responsabilidade e acabam engolidos pela terra, sem liberdade para se mover ou respirar. 

  Existe uma solução?

  Não.

  Não uma definitiva, ao menos. Mas cada qual encontra sua maneira de sobreviver.