Satisfação genuína: ter barba, acordar num dia ensolarado com neve, brincar com o filho/irmão mais novo, conversar cara a cara com a minha paixão platônica. Estas residem apenas nos meus sonhos.
Satisfação superficial: conversar com os colegas, se masturbar, comer, gastar tempo em redes sociais. Estas fazem parte do dia-a-dia.
Satisfação catártica: se abrir no show de talentos, gritar com gente idiota. Estas são raras, mas fazem parte do real.
[A satisfação superficial me decepciona, então eu procuro prazer na satisfação catártica, entretanto esta não contém a verdadeira felicidade. A satisfação genuína existe apenas no além-do-real, então como alcançá-la na minha vida?]
quarta-feira, 22 de maio de 2013
sábado, 4 de maio de 2013
De birra
- Vamos Dimi, precisamos ir a aquele piquenique na Redenção.
- NÃO. - exclama a criança interior.
- Por que não?
- Eu não quero me rodear daquelas pessoas de novo!
- Por que não? São nossos amigos e colegas!
- Eu não quero, é chato, é ruim!
- Mas por quê?
- EU. NÃO. QUERO. Eu não quero ter que ficar ao redor das mesmas pessoas, ouvindo as mesmas conversas, as mesmas expressões passadas, as mesmas reações ao mesmo assunto. Estou CANSADO de ver pessoas mais bonitas e mais cativantes do que eu namorando e tendo sucesso e satisfação sexual e popularidade rasa e me ignorando e sendo felizes, enquanto eu me arrasto no mesmo círculo infindável de ócio e insatisfação pessoal, desprezo próprio e miséria. CHEGA, EU NÃO SOU OBRIGADO, TUDO O QUE EU QUERO É ENTRAR NUM LIVRO DE FANTASIA E FUGIR DESSA REALIDADE FEDORENTA.
- Tu sabe que essa raiva é apenas passageira, que em cinco minutos tu vai esquecer de todos esses sentimentos internos, e vai se distrair com o chorume social que os outros dispensam na tua boca, animado para chamar a atenção para si mesmo e tentar conquistar o charme e o respeito dos outros, ignorando as partes idiotas funcionais que sempre aparecem saindo da boca cheia de MERDA deles. No fundo, tu nem sente muitas dessas coisas, só racionaliza elas.
- Eu não posso continuar vivendo assim, empurrando a vida com a barriga! O que que eu faço? COMO EU SAIO DISSO? EU ESTOU ACORRENTADO A ESSA SAMSARA INFERNAL, POR FAVOR ME AJUDE, EU NÃO QUERO APODRECER AQUI DENTRO ENQUANTO FAÇO CARAS E BOCAS PROS OUTROS, POR FAVOR ME TIRA DAQUI E ME MOSTRA AO MUNDO!
- Bah não dá, cheguei ao piquenique, tenho que contar a piada genial que eu bolei no ônibus. TCHAU!
- NÃO. - exclama a criança interior.
- Por que não?
- Eu não quero me rodear daquelas pessoas de novo!
- Por que não? São nossos amigos e colegas!
- Eu não quero, é chato, é ruim!
- Mas por quê?
- EU. NÃO. QUERO. Eu não quero ter que ficar ao redor das mesmas pessoas, ouvindo as mesmas conversas, as mesmas expressões passadas, as mesmas reações ao mesmo assunto. Estou CANSADO de ver pessoas mais bonitas e mais cativantes do que eu namorando e tendo sucesso e satisfação sexual e popularidade rasa e me ignorando e sendo felizes, enquanto eu me arrasto no mesmo círculo infindável de ócio e insatisfação pessoal, desprezo próprio e miséria. CHEGA, EU NÃO SOU OBRIGADO, TUDO O QUE EU QUERO É ENTRAR NUM LIVRO DE FANTASIA E FUGIR DESSA REALIDADE FEDORENTA.
- Tu sabe que essa raiva é apenas passageira, que em cinco minutos tu vai esquecer de todos esses sentimentos internos, e vai se distrair com o chorume social que os outros dispensam na tua boca, animado para chamar a atenção para si mesmo e tentar conquistar o charme e o respeito dos outros, ignorando as partes idiotas funcionais que sempre aparecem saindo da boca cheia de MERDA deles. No fundo, tu nem sente muitas dessas coisas, só racionaliza elas.
- Eu não posso continuar vivendo assim, empurrando a vida com a barriga! O que que eu faço? COMO EU SAIO DISSO? EU ESTOU ACORRENTADO A ESSA SAMSARA INFERNAL, POR FAVOR ME AJUDE, EU NÃO QUERO APODRECER AQUI DENTRO ENQUANTO FAÇO CARAS E BOCAS PROS OUTROS, POR FAVOR ME TIRA DAQUI E ME MOSTRA AO MUNDO!
- Bah não dá, cheguei ao piquenique, tenho que contar a piada genial que eu bolei no ônibus. TCHAU!
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