sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Fly me to the moon
Me leve até a lua e deixe-me observar todas as formigas de lá. Tudo bem, se tu tiveres saudade podemos caronar num cometa qualquer de volta para casa. O que me surpreende é a tua disposição fogarenta de falar nessas coisas voluptuosas enquanto o olho de Deus nos observa escrevendo aqui. No final das contas tu é tu e eu sou tudo isto que vejo e sinto. Pois é isso mesmo, não é? Não sou apenas o meu corpo e o que está confinado em minha mente. Sou tu, sou os outros, sou as estrelas, sou os excrementos e sou os dragões. E apesar dos prazeres vividos e das dores sofridas, ainda conheço tão pouco desse meu eu-universo. É por isto que vim aqui contigo, minha extensão libidinosa. Vamos nadavoar até Júpiter. Depois, até Mercúrio. E depois até todos os outros planetas, até o aposentado do Plutão. E não faça essas lágrimas de gude comido, Xitão. Conheço as tuas táticas perniciosas. Se continuarmos neste vai-e-vem nas coisas conhecidas, a Morte virá até nós com apenas desprezo no olhos…
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como eu imagino o Xitão: latino e forte, espécime interessante e raro de troglodita sensível (provavelmente é de câncer), é apegado às poucas pessoas com quem se dá e tem um medo enorme de ser esquecido. é perdidamente apaixonado por ti e gosta de fazer as tuas vontades. tem um talento incrível para domesticar estrelas cadentes e, com vocês montados numa delas, quer te mostrar o que vai além do sistema solar. quando fica romântico, diz que vocês vão morar numa supernova em algum lugar muito distante dos conhecimentos da ciência moderna.
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