Há uma besta no meu âmago
Sanguinária, desumana e feroz
Ela acaba de ser despertada
E ninguém pode escapar da sua fome atroz
Porém, se ela for libertada
A tragédia cairá sobre as cabeças
Daqueles que silenciaram a minha voz
E não há nada que a impeça
A não ser eu.
Nas profundas entranhas do meu coração
Ela se esconde, crescendo com meu ódio
Mas eu agarro e escondo essa aberração
E suas garras dilaceram o meu interior
É tão covarde, tão horrível e feio
Mas sigo o dia aguentando essa dor
Para salvar aqueles que odeio.
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