Eu tenho nojo de parnasianos
Porque são a elite da poesia
Representando tudo o que esmagou
Os que pintavam com a lama
Porque são a elite da poesia
Representando tudo o que esmagou
Os que pintavam com a lama
Eu não confio naqueles
Que conseguem se desnudar
Sem um segundo de hesitação
Que conseguem se desnudar
Sem um segundo de hesitação
Eu odeio:
Majestades trajadas de mantos fétidos
Hienas que comem o que “é só carniça”
E narcisos que me pedem pra ficar em frente ao sol
Majestades trajadas de mantos fétidos
Hienas que comem o que “é só carniça”
E narcisos que me pedem pra ficar em frente ao sol
E admito que as vezes tenho repulsa pela humanidade inteira
E logo em seguida por mim mesmo
Por ser esse protótipo de rebelde
Que nunca pensou antes de fazer, porque não fazia
Que ia de encontro apenas com o próprio reflexo
E logo em seguida por mim mesmo
Por ser esse protótipo de rebelde
Que nunca pensou antes de fazer, porque não fazia
Que ia de encontro apenas com o próprio reflexo
Que nunca fechou o punho
Em outras ocasiões além dos momentos
Nos quais usava todas as forças do meu corpo
Pra não deixar que o sumo amargo
Que preenche tudo em mim
Vazasse pelas minhas calças.
Em outras ocasiões além dos momentos
Nos quais usava todas as forças do meu corpo
Pra não deixar que o sumo amargo
Que preenche tudo em mim
Vazasse pelas minhas calças.
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